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Surtos da mão-pé-boca deixam pais e médicos preocupados

Médica da Criança e do Adolescente alerta sobre os cuidados e prevenção.

A doença mão-pé-boca, enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo, vem preocupando os pais e médicos, além de deixar as crianças incomodadas, embora possa acometer também os adultos. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

 

Cristina Maria de Oliveira, mãe de Isabelle de 2 anos e seis meses, que foi acometida pelo vírus, conta que está sendo muito assustador. “Começou com um febre alta no início da semana, sendo levada ao médico, a pediatra que atendeu não prestou bom atendimento e foi necessário procurar outro pediatra. A situação no momento está controlada, mas os sintomas persistem, principalmente na boca. Oriento às mães para observar bem no início dos sintomas, fazer o isolamento da criança, até para evitar contaminação de outras e procurar imediatamente atendimento médico”, alertou a mãe.  Ela lamentou a falta de atendimento pediátrico pelos centros de saúde, já que teve que recorrer a atendimento particular, mas muitos não têm condições financeiras.

 

O Hoje Cidade entrevistou Dra. Denise Sena Guimarães, Médica da Criança e do Adolescente, uma das mais conceituadas na área sobre esse vírus.
Sobre como começa o vírus pé-mão-boca, a médica relatou muitas similaridades ao caso de Isabelle. “A síndrome Mão-Pé-Boca é uma virose que começa normalmente com febre, aftas na boca e lesões em palmas das mãos e plantas dos pés e prurido (coceira) em todo corpo. O que alivia a coceira são banhos mornos e roupas leves. Quando necessário, usa-se antialérgico para tentativa de aliviar a coceira”, esclareceu.

Dra. Denise contou que o vírus dura de 7 a 10 dias e alertou que ser uma virose altamente transmissível pelas gotículas de salivas, mãos e fezes.
Sobre tratamento preventivo a médica foi enfática. “Pessoas contaminadas devem ficar isoladas (não frequentar escolas, igrejas, festas e aglomerações). A prevenção é lavar bastante as mãos, e as crianças acometidas pelo vírus devem ficar em casa durante toda doença”, evidenciou.

Dra. Denise contou que nessa época do ano a doença é bastante frequente, principalmente nas crianças abaixo de 5 anos e lembrou que auto-medicação sempre deve ser evitada, até porque, é necessário atendimento médico para que se faça o diagnóstico e estabeleça o tratamento de alívio dos sintomas.

Sobre as orientações importantes para os pais ou responsáveis, a médica de crianças e adolescentes reforçou. “Na vigência de febre, prostração, dores e lesões na boca e ou pele, é necessário procurar o médico. Primeiramente levar ao médico para ser feito o diagnóstico. Depois os pais devem ser orientados quanto ao isolamento e tratamento de alívio das dores e febre. Por ser um vírus extremamente contagioso, apesar de ser uma doença que normalmente não complica, é necessário orientação sobre isolamento e uso de medicamentos paliativos (para alívio dos sintomas). Necessário hidratar bastante a criança, porque a boca é acometida por várias aftas e são bastante dolorosas. A alimentação fica comprometida mas é muito importante a hidratação. E aguardar em casa o final da virose, que gira em torno de 7 a 10 dias”, concluiu.

TRATAMENTO
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

RECOMENDAÇÕES
– Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir;
– Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
– Lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;
– Evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar);
– Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
– Manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
– Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
– Afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);
– Lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa);
– Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.

Da Redação

Barbara Dias

Barbara Dias

Jornalista com especialização em publicidade e marketing, coordenadora do Portal Sete, editora chefe do Jornal Hoje Cidade e assina o programa Tarde Viva na Rádio Eldorado AM 1300

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Arnaldo Martins

Arnaldo Martins

Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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