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Estoques do banco de sangue da Fundação Hemocentro de Minas Gerais (Hemominas) estão em níveis preocupantes

Nível de sangue tipo O negativo, doador universal, está 44% abaixo do considerado seguro. Já os níveis do tipo O positivo estão em 60%. Hemominas intensifica pedido por doações
Os estoques do banco de sangue da Fundação Hemocentro de Minas Gerais (Hemominas) estão em níveis preocupantes. Os níveis do sangue tipo O negativo, que é o tipo sanguíneo doador universal, estão 44% abaixo do que é considerado seguro. Já os estoques de sangue O positivo, que pode ser doado para outros três tipos sanguíneos, estão em 60%. Os estoques dos tipos A positivo e A negativo estão em alerta, 40% abaixo do ideal. Os dados levam em conta o dia 10 de julho.

Para doar sangue, o candidato pode se dirigir até o hemocentro coordenador que fica na rua Alameda Ezequiel Dias, número 321, bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. O telefone para contato é o (31) 3768-4500. O doador pode pode ir até outras unidades da instituição mais próxima da sua cidade.

Em Governador Valadares, na rua Barão do Rio Branco, número 707, bairro Centro, telefone (33) 3212-5800; em Uberaba, a unidade está localizada na Avenida Getúlio Guaritá, número 250, bairro Abadia, telefone (34) 3074-3200; em Montes Claros, o hemocentro fica na rua Urbino Viana, número 640, bairro Vila Guilhermina. O telefone é o (38) 3218-7800. Além desses, o Hemominas possui polos nos municípios de Juiz de Fora, Pouso Alegre e Uberlândia.

A assessora de Captação de Doadores do Hemominas, Viviane Guerra, faz um apelo para que a população se mobilize e ajude a salvar vidas. “O sangue é um remédio diferente de qualquer outro, nós não conseguimos comprar, não conseguimos produzir. Nós dependemos exclusivamente da solidariedade de um ser humano que produz o sangue disposto a doar parte do seu sangue para o paciente que precisa. O sangue salva vidas, o volume doado é muito pequeno, não faz falta para quem doa e tem o valor da vida para quem recebe.”

O número de doações de sangue em Minas Gerais caiu 11% em 2020. Foram registradas 308.970 doações no ano passado contra 348.158, em 2019. Além da pandemia do coronavírus, que tem afetado as doações, outro fator tem contribuído para a baixa dos estoques no estado: a chegada do inverno.

Viviane Guerra explica que a pandemia e a queda das temperaturas têm contribuído para esse cenário, já que no frio aumentam os casos de doenças respiratórias e muitas pessoas evitam sair de casa. Mesmo em meio à pandemia, ela lembra que é totalmente seguro doar sangue, essencial para salvar vidas. Em cada doação, uma pessoa pode ajudar a salvar a vida de até quatro pessoas.

“As medidas de restrições e os protocolos de segurança fizeram com que os doadores ficassem mais apreensivos e muitos deixaram de comparecer ao hemocentro. Mas estamos tomando todas as medidas sanitárias para que eles venham com segurança e façam a doação.”

Atualmente, o Hemominas atende 92% da demanda transfusional do estado. Em 2020, cerca de 310 mil pessoas se cadastraram para se tornar doadores. De janeiro a julho deste ano, cerca de 160 mil candidatos à doação passaram pelas unidades do hemocentro mineiro. Apesar de o número parecer alto, Viviane explica que é preciso mais para manter os estoques seguros para atender toda a população.

“O número de candidatos varia, pois, uma parte desses candidatos vai atingir idade limite para poder doar sangue e pode adquirir condições de saúde que os impedem de doar. Mas o fato é que a gente precisa estar sempre alimentando esse banco de novos candidatos, fidelizando os doadores de sangue regulares para ter um estoque seguro”, esclareceu a assessora.

Exemplo de solidariedade

Vinicius Trindade, de 50 anos, mora na capital mineira e é doador regular há duas décadas. Ele conta que doa sangue quatro vezes ao ano desde os seus 30 anos de idade. “Eu não podia doar sangue devido a um protocolo relativo à hepatite. O protocolo mudou e eu fiquei sabendo em sala com o grupo de estudantes apresentando um trabalho sobre sangue”, disse o biólogo.

De lá para cá, Vinicius não parou mais e se tornou um doador de carteirinha na unidade do Hemominas em Belo Horizonte. “Eu doei 63 vezes, já doei sangue, medula e plaquetas várias vezes”, acrescentou.

Segundo o Ministério da Saúde, a cada bolsa de sangue doada, quatro vidas podem ser salvas. Com suas doações, Vinicius já ajudou a salvar mais de 320 pessoas. Hoje, ele tem uma página nas redes sociais para incentivar mais pessoas a demonstrarem esse gesto de solidariedade.

“Eu tenho um compromisso de mobilizar pessoas para doação de sangue. Como eu tenho vários alunos, eu acabo incentivando desde os 16 anos para que se tornem doadores. É comum eles doarem com a autorização dos pais e me mandar fotos e vídeos. E aí, a gente comemora junto!”

A importância da doação regular

A doação é voluntária e pode beneficiar milhares de pessoas, independente do parentesco. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”
Onde doar sangue em Minas Gerais

A Fundação Hemominas possui unidades de coleta e cadastro para doação de medula óssea em 20 municípios mineiros. Entre eles, Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Montes Claros, Pouso Alegre, Juiz de Fora, Patos de Minas, Diamantina, Divinópolis e Poços de Minas. Procure uma unidade mais próxima da sua cidade e faça a sua doação. Para evitar aglomerações, a doação é feita por agendamento prévio no site da instituição ou pelo telefone (31) 3768-7450.
Também é possível agendar através do aplicativo MG app, que dá acesso a diversos serviços públicos de Minas Gerais. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais informações sobre o endereço e horário de funcionamento de cada unidade, veja o mapa interativo abaixo.
Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.
Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições para doação de sangue e de medula óssea, acesse o site http://www.hemominas.mg.gov.br

Brasil 61

Redação Redação

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Alvaro Vilaça

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Jornalista, radialista, âncora do programa Tempo Esportivo na TV Sete Lagoas e diretor de programação da Rádio Eldorado AM1300

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Colunista do Hoje Cidade a mais de 20 anos, formado em Assistente de Administração de Empresas, funcionário público.

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